quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Industria Cultural


 A indústria cultural de uma certa forma influi e contribui diretamente no  controle social. Na verdade o que realmente conta são aqueles que obtêm um conhecimento especializado e que estejam inseridos em uma classe social que tenha uma forte ligação com o padrão de vida,  e que estes sejam de alto nível, ou significativo dentro da sociedade.  Aquele que é tido a uma imagem de trabalhador o que trabalha para dar luxo ao seu superior, na verdade é enganado, pelos os chefes econômicos, ou seja, com o esforço dos outros que lucram sem esforço algum. No liberalismo pobre que era tido como preguiçoso hoje é um suspeito. A indústria cultural intervém bondosamente junto a cada pessoa para transformar miséria, em casos individuais curáveis na medida em que a depravação da pessoa em questão não seja obstáculo. A cultura em si faz como se fosse um empréstimo a arte, e a usa de uma forma que expõe aquilo que na vida real, é trágico em trama cinematográfico, todos os meios de comunicação visual passam isso a sociedade, agem e demonstram aquilo que está bem na nossa frente, em algo de outro mundo, desviam a atenção de uma certa forma. A industrial cultural pode maltratar com bastante sucesso a individualidade porque nela sempre se produzia a fragilidade da sociedade, atualmente ninguém se importa com o outro só olha para o próprio umbigo. Hoje em dia a sociedade julga a pessoa não por seus valores morais e sentimentais, e sim por seus status e bens materiais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Apatia Burguesa



Olá, passageiros!
Hoje, vamos fazer um breve comentário em cima das críticas que Adorno fez às comunicações de massa do século XX.

Quando Adorno e Horkheimer escreveram sobre "A Dialética do Esclarecimento", eles viviam em uma época que Adorno chamou de "Sociedade da total administração", era uma sociedade em que o antigo liberalismo não estaria mais valorizado e os ideais de liberdade individual tinham sido perdidos para uma sociedade massificada, gerando uma perda da individualidade e uma conformação a vontade das massas.
E a indústria Cultural é o grande lance, pois foi a partir dela que surgiram os frutos da insensibilidade, diante de determinados acontecimentos chocantes do mundo moderno; Adorno chamou de " apatia burguesa", a maneira como ficamos insensíveis aos acontecimentos até nos tornar-mos completamente apáticos a tudo.
Um exemplo de apatia burguesa são as propagandas nazistas, a respeito de que muitas vezes os nazistas não censuravam as notícias sobre a guerra - quando havia perda da Alemanha, diziam claramente: "Perdemos, estamos sendo derrotados" -. Era como se aquela sociedade, que não respondia nada, por conta do autoritarismo das massas, precisasse de um estímulo para resposta e essa resposta era provocada pela completa falta de censura; Era uma tentativa de exaltar uma sociedade que não poderia mais ser exaltada, pois essa apatia do mundo moderno é um processo geral. É a insensibilidade que caminha à apatia e à total perda de vontade individual perante à vontade das massas, que são a vontade de ninguém! 




Desce na próóxiima!
 ;)


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Abrir os olhos ou deixar tudo como está? [Parte II]








segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A cultura é pop e não poupa ninguém!


 Hoje falaremos da eliminação da cultura como privilégio da burguesia.

Antigamente, cultura era coisa cara, só pra quem tinha dinheiro. A característica mais importante desse período é que os burgueses que gastavam uma grana em uma ópera ou no recital de uma orquestra, davam tanta atenção ao evento quanto merecia o dinheiro nele investido. O público respeitava imensamente a obra, que também tinha que ser de alta qualidade, para compensar o alto valor gasto pelos espectadores. Isso foi de uma vantagem social extrema para a arte que mantinha a alta sociedade dentro de certos limites.

Essa história não durou para sempre, caros passageiros. A cultura ficou disponível para todos, pelo preço que pudessem pagar. Massificou-se de forma extrema. Com a tecnologia, qualquer um pode, por uma baixa quantia, ter acesso a todo um mundo de obras de arte de qualquer tipo, seja cinema, literatura, música, etc. Toda uma indústria de produção de arte foi criada. Arte não seria mais produzida para ser apreciada, mas sim para ser digerida por um mercado consumidor cada vez maior. Não é de se espantar que a qualidade do produto caia. A queda de qualidade, no entanto, não é uma regra. No nosso mundo existem vários exemplos de arte e cultura populares e de altíssima qualidade

Com a diminuição dos preços, os consumidores tendem a desconfiar mais do que lhes é oferecido. O respeito tende a diminuir. Todo tipo de expressão artística é bombardeada sem piedade para cima da sociedade, que rejeita com violência aquilo que não é de seu interesse. A cultura pop passa a ser vista como uma espécie de prêmio e seu aproveitamento passa a vir da oportunidade de apreciar algo que não custa caro. É arte? É. É cultura? É. É popular? Também. É dessa ideia de que arte barata e massificada é uma espécie de presente para o consumidor que aceitamos coisas de baixa qualidade com mais facilidade. É o velho "Fui ver o filme tal no dia de promoção, ó. Mó paia, mas por três reais até que vale a pena." É como foi dito: Com a massificação da cultura ela tende a ter uma queda na qualidade, mas isso não obriga tudo o que é feito em massa a ser ruim.

domingo, 10 de outubro de 2010

Abrir os olhos ou deixar tudo como está?

Olá passageiros, hoje vamos conversar sobre a tragicidade que fazemos, sentimos ou apenas observamos pela janela de nossas vidas:
Hoje, o bombardeio de novas tecnologias, mídias e das mais variadas formas de entretenimento nos oferecem o conforto da individualização. Seria essa individualização um benefício? Se pensarmos que a vida de um indivíduo passa a ser regulada pela lógica do consumo, podemos concluir que esse indivíduo se torna uma mercadoria da indústria cultural?
 Sim, ele se transforma em um produto do meio, o que era individual reaparece como pseudo-individualidade sustentada pelo apoio dos veículos de informação de cultura de massa, que tornam possível uma integração entre pseudo-individualidades de forma universal. Ao passo que ocorre o enfraquecimento interno dessas pessoas, elas passam a anular a si mesmo da obrigação do desenvolvimento de reações espontâneas e se entregam ao cômodo mecanismo de dominação ideológica. Mas, como diria o Chapolin Colorado: ”Palma, palma, não criemos cânico” passageiros: a mídia nos oferece a incrível possibilidade de pegarmos emprestada a identidade de uma personalidade heróica globalizada. Normalmente essa pessoa será um (a) modelo bonitão (tona ;D), vencedor (a), que tem a super capacidade de ultrapassar uma turbulência que qualquer outro ser vivo não conseguiria superar.
Já que “notícia de hoje é lixo de amanhã”, a mídia deve ter pensado: Espera aí! Porque não idealizar uma situação trágica como modelo de identidade prêt-à-porter (modelo de identidade “pronto para usar”) e utilizá-lo como mecanismo de opressão? A indústria cultural determina para o trágico sua rotina e ordem e produz no telespectador a imparcialidade diante do roubo, adultério ou traição. Por algum motivo a resposta da audiência não é negativa, muito pelo contrário, se torna para o indivíduo uma “promessa de que é possível continuar a viver”. A indústria faz com que a sua produção seja um veículo de aperfeiçoamento moral, entregando para o individuo a representação do comportamento esperado. O objetivo é que o indivíduo que recebe a informação seja por meio de filmes, livros, musicas ou fotografias, enfim, que ele perceba e reaja de maneira romântica. E a sua condição de impotência no fim será recompensada por ter cumprido o seu papel diante da sociedade. Parabéns pela sutileza mídias culturais! Mas, o que fazer quando a venda do oprimido, submetido ao seu sistema, cair? (Sonoplastia: Param-ram-ram)
Desce na próóximaaa!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As palavras e seu significado.





Bom dia, boa tarde, boa noite senhores passageiros!
Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui lhes informando.
E o papo de hoje será sobre as palavras, seus reais significados e os significados que nós, passageiros, colocamos nelas.
Que as palavras sofreram alterações na sua estrutura, isso todos nós sabemos, mas o que a maioria não sabe é que uma grande parte dessas mudanças se devem à atividade intensa da publicidade na indústria cultural da sociedade aprendiz de consumista do século XIX.
A maior parte das palavras deixaram de ser usadas como transmissão da subjetividade para ser símbolos de produtos no mercado. Um bom exemplo a ser colocado a ser colocado, seria a troca de palavras pelos produtos: corretor líquido por corretivo ou liquid paper, refrigerante por coca-cola ou guaraná (antártica), lâmina de barbear por Prestobarba ou Gilete, e etc.
O significado de palavras usadas cotidianamente também vêm se alterando por conta da forte atividade das propagandas publicitárias no nosso dia-a-dia, onde bordões se tornam moda e acabam perdendo seu real significado, sendo ouvida sob a forma de gírias na boca dos jovens (e, para ser sincera, até adultos), o que acaba divulgando ainda mais o produto, e o jovem se torna um veículo de divulgação ambulante, e melhor ainda, sem custo!

E aí, vai um POP, tia? Só R$0.10, hein!


Post feito por: Luana Silva de Oliveira :)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Seja Bem-vindo!

Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite, senhoras e senhores passageiros!
Nós poderíamos estar roubando, nós poderíamos estar bebendo, mas estamos aqui para lhes oferecer algumas idéias quanto à Industria Cultural e suas teorias, com a intenção de ligá-las ao seu, ao meu, ao nosso dia-a-dia!
Portanto, vamos adiantando as passagens, as meias e as inteiras, e bora passar pela catraca, porque esse ônibus já começou a andar!
Aqui em baixo vai um pequeno vídeo para lhes mostrar o que nós, meros estudantes de Comunicação Social, passamos quase todos os dias!.





Aproveitem a viagem e fique de olho para conseguir pegar seu lugar na janela!

Desce na próóóóóxima!